O que somos nós? Ou seria melhor dizer o que fomos nós? Tantos sonhos, tantos ideais, tantas promessas...
Agora que o tempo se torna o maior e pior rival de todos, quando nos rouba a inocência e a utopia de um dia termos sido jovens. Não me referindo a idade, mas sim a consciência de termos tido o mundo nas mãos, de poder termos feito o que quisessemos, sem nada a temer, ou nada a nos deter...
O amor, que antes era tudo, hoje ocupa apenas o mero espaço do que poderia ter sido. Nem sempre as coisas mudam pra melhor, e nada dura o tempo que gostariamos. A única verdade parece ser a dor, a desilusão e a frustração.
Trabalhamos em empregos fodidos que não dizem nada sobre nós, não nos realizam e a tendência é só nos amargurarmos cada vez mais. O salário é baixo, seus chefes são uns babacas e temos que ver diariamente injustiças com pessoas que gostamos, pessoas que muitas vezes dedicam uma vida toda simplesmente para descobrir que não valeu a pena, e nunca vale, pois afinal somos apenas números, peças da engrenagem, que quando não tem a mesma perfomance são trocadas por outras... Isso mesmo, fácil assim... Alguns meses depois não vão nem ser citadas ou lembradas por aqueles que as contrataram, apenas para os amigos verdadeiros feitos durante a esta longa e árdua caminhada.
Mas qual o propósito disso? Porquê fazemos isso? Porquê nos perdemos e nos rebaixamos tanto? Pra comprar um monte de merdas que nem ao menos precisamos? Um computador veloz? Um carro do ano? A casa própria? Sei lá, acho que só pra entrarmos de cabeça nesse falso sonho de consumo, e nos entupir ao máximo de coisas materiais pra quem sabe assim preenchermos de "alegria" nossas vidinhas...
As vezes penso no passado pensando que foi ontem, sentindo falta de tudo aquilo que eu tinha, mas as vezes, todas as lembranças parecem ser de outro pessoa, pois não me reconheço em nada do que eu era... (Diego A. A. Nascimento)
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
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